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Da Redação
A competição Fórmula SAE BRASIL-PETROBRAS acontece neste final de semana, em Americana, interior de São Paulo, onde os carros serão avaliados por especialistas da área da mobilidade, da concepção técnica (projeto, relatórios de engenharia e inspeção técnica de segurança) até a viabilidade comercial (relatório de custos e apresentação do produto). Para isso, enfrentarão provas dinâmicas, como de aceleração lateral, manobrabilidade, e a mais esperada: o enduro, que testa desempenho, resistência e consumo. A equipe que alcançar a melhor pontuação na soma geral das provas poderá representar o Brasil na tradicional competição da SAE International, a Fórmula SAE Michigan, nos EUA, em 2010.
A equipe estreante UNIP Racing, da Universidade Paulista de Sorocaba, conta com 18 estudantes de Engenharia Mecatrônica. "Entendemos que o Projeto Fórmula SAE é a porta para muitos que querem trabalhar na indústria automotiva", acredita o capitão Evandro Pupim, que aposta no bom desempenho do carro na estréia da competição.
Em busca de mais um título - para a equipe Fórmula FEI, do Centro Universitário da FEI, de São Bernardo do Campo, o objetivo é desafiante. "Estaremos em busca do título de tricampeão nacional, para representar de novo o Brasil lá fora", afirma Lucas Kira, capitão da equipe, com 20 estudantes. Este ano, a equipe conquistou a inédita 10ª colocação na competitiva Fórmula SAE Michigan, que reuniu 97 equipes também do Japão, Canadá, Venezuela, Coréia do Sul, Singapura, Áustria e EUA. O carro da FEI está equipado com tecnologia que estreita a comunicação entre o piloto e o box, importante para o enduro. No box, a equipe passa informações para o piloto, que recebe os dados via fone de ouvido, acoplado no capacete. Movido a gasolina, o veículo acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 3,4 segundos e atinge 160 km/h de velocidade máxima em sexta marcha.
Paraná - a equipe UTFP Racing, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, é a única do Estado e participará pela segunda vez. Para fazer face às dificuldades orçamentárias do ano, a equipe apostou em componentes já prontos, que facilitam a manutenção e reposição de peças em eventual falha. "Mesmo assim fomos desafiados a fazer adaptações", diz Marco Massuchetto, capitão da equipe, com nove integrantes. As principais apostas na construção do carro foram no aumento da rigidez torcional do chassi, para melhorar a estabilidade; implementação do sistema de injeção eletrônica, para o bom desempenho do motor; posicionamento do motor mais baixo e mais próximo do eixo traseiro, capaz de diminuir o centro de gravidade e melhorar a aderência da parte traseira do carro; modificação do sistema de direção, com objetivo de melhorar a manobrabilidade e substituição dos materiais utilizados no sistema de freio, para aumentar o desempenho de frenagem. O veículo possui chassi tubular em aço SAE 1020, suspensão independente nas quatro rodas com amortecedores horizontais, motor Honda de 600 cm3, câmbio sequencial de seis marchas e tração traseira.
Além das equipes de São Paulo e Paraná, a competição conta com a participação de três equipes do Rio de Janeiro, duas de Minas Gerais e duas da Bahia. O Estado da Paraíba (estreante) será representado por uma equipe, assim como a Venezuela.
Carros - Surgidos em 1978, nos EUA, os veículos Fórmula SAE possuem motores 4-tempos têm cilindrada máxima de 610 cm³ e a construção do veículo deve obedecer às normas do regulamento da competição, disponível no site da associação www.saebrasil.org.br. Atualmente, as competições de carros Fórmula SAE são realizadas nos EUA, Inglaterra, Alemanha, Itália, Japão, Austrália e no Brasil, que ingressou no circuito em 2004. A Fórmula SAE BRASIL-PETROBRAS visa fomentar a especialização técnica da engenharia da mobilidade brasileira.
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