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por Guido Orlando Jr

Para garantir a transmissão de dados de forma segura e em todas as dependências do autódromo de interlagos durante o GP do Brasil de Fórmula 1, são utilizados mais de 30 Km de cabos, que saem da principal sala de telecomunicações da Embratel, construída e mantida o ano inteiro no principal circuito automobilístico do país.
Quem explica em detalhes toda a operação de telecomunicações necessária para que o GP não sofra nenhuma interrupção na transmissão de dados é Danni Mnitentag (foto), gerente de marketing corporativo da Embratel.
O executivo afirma, dentre outras coisas, que a Ferrari, por exemplo, exige dois links de 2Mbps dedicados, pois a telemetria dos carros da escuderia italiana é feita em tempo real tanto pelo box no autódromo como pela sede da equipe na cidade de Maranelo, na Itália.
Uma explicação sobre banda larga (da redação)
A velocidade em que os dados trafegam em 2Mbps dedicados nada tem a ver com os 2Mbps residenciais; os nomes e a largura de banda são iguais, porém a quantidade de dados individuais trafegados são completamente diferentes devido à quantidade de usuários que "dividem" a banda. A velocidade residencial é compartilhada por centenas ou mesmo milhares de usuários simultaneamente, o que torna a transmissão de dados mais lenta. Já na dedicada, como o próprio nome diz, é exclusiva, o que faz com que os dados "trafeguem de maneira mais rápida". Porém, a largura de banda de ambas é igual.
Seria como ter uma auto estrada com seis pistas e sem limite de velocidade ocupada por um automóvel (exclusiva) ou por milhares ao mesmo tempo (compartilhada). No primeiro caso o carro pode andar em seu limite máximo de velocidade todo o tempo, sem problema; no segundo, devido ao número de usuários, a velocidade média será reduzida.
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